Movimento Nossa Brasília discute cidades sustentáveis na UnB

meme NB MÃOS PARCEIRASRepresentantes da sociedade civil, de empresas, universidade e governo, cidadãs e cidadãos de Brasília, estão convidados a participar de uma tarde de palestras e debates sobre cidades sustentáveis neste sábado (16/5) na Universidade de Brasília (UnB). O evento ‘Diálogos Inspiradores sobre Nossa Brasília’ é organizado pelo Movimento Nossa Brasília e discutirá indicadores, educação cidadã, mobilização e comunicação por uma Brasília mais justa, democrática e sustentável.

A programação começa às 14 horas no Salão Central do Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB, com palestras de Cleomar Manhas, educadora e assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc); Maurício Broinizi, coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo; e Aldo Paviani, diretor de Estudos Urbanos e Ambientais da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan-DF).

Em seguida, a partir das 15 horas, rodas de conversa serão formadas para discutir os Grupos de Trabalho de mobilidade urbana, resíduos sólidos, agricultura urbana e o Observatório da Criança e do Adolescente.

O evento será encerrado às 17 horas com show do Mestre Zé do Pife e as Juvelinas.

SERVIÇO

Diálogos Inspiradores sobre Nossa Brasília
Data: Sábado, 16 de maio
Horário: das 14 às 17 horas
Endereço: Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET UnB) – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, Asa Norte, Brasília – DF

Outras informações:

Carol Ramalhete – (61) 9601-1109 movimentonossabrasilia@gmail.com
Jorge Cordeiro – (11) 98224-0309 comunicacao@inesc.com.br

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Agricultura urbana é tema que inspira e mobiliza Nossa Brasília

Acontece no dia 16/05 o planejamento do Grupo de Trabalho sobre Agricultura Urbana do Movimento Nossa Brasília no Centro de Excelência em Turismo da UnB.

flyer PLAN GT AU com infosO Grupo de Trabalho sobre Agricultura Urbana (GT AU) nasce da mobilização voluntária de cidadãos do DF que se unem em diversos locais e contextos para plantar, conviver e se reconectar com a natureza, produzindo seus próprios alimentos. Já são 18 hortas urbanas mapeadas: Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, São Sebastião, Sudoeste… E muitas hortas por mapear.

Há oportunidades, mas há também muitos desafios nos canteiros da Agricultura Urbana do DF. A ideia de ver a cidade repleta de plantas comestíveis inspira muita gente, mas assusta outros tantos. Algumas hortas encontram resistência de moradores das superquadras, sobretudo no Plano Piloto. O DF ainda carece de uma regulamentação que  dê suporte à criação das hortas e incentive essa prática, que se espalha rapidamente como tendência socioambiental ao redor do mundo. Outras demandas dos grupos de Agricultura Urbana são a capacitação técnica e o acesso a insumos básicos, como a água.

Nesse contexto nasce o GT AU: um espaço plural de articulação dos diversos entusiastas, ativistas, técnicos relaconados ao tema e, sobretudo, apoiadores das hortas, dentre os quais a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, a Administração de Brasília, a Articulação dos Grupos de Agricultura Urbana do DF, o Mandato Sustentável do Deputado Joe Valle, o Mutirão Agroflorestal e o Movimento Nossa Brasília.

O encontro que acontece na manhã do dia 16/05, das 09h às 13h, no CET, UnB, servirá para a coleta de subsídios para o documento de Planejamento do GT AU. Este é o primeiro grande passo do GT, que possibilitará vislumbrar caminhos da agricultura urbana em Brasília, para conceber projetos e firmar parcerias afinadas com os objetivos prioritários do movimento. A participação é aberta a todos que se interessem pelo tema e tenham intenção de se engajar nas atividades do GT AU. É necessário confirmar presença previamente em: movimentonossabrasilia@gmail.com e também no evento da Rede Facebook.

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Nossa BRASÍLIA, sim!

Nas proximidades do aniversário de 55 anos da cidade, Governo lança marca que enfatiza que Brasília é de todos.

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A comemoração por mais um ano da cidade foi bonita, todos festejaram até à noite, mas na  semana do aniversário houve outro fato a celebrar que não pode passar desapercebido. A campanha do Governo do Distrito Federal, que agora se autointitula Governo de Brasília, reconhece que Brasília é muito mais que o Plano Piloto. O Decreto número 36.454, de 17 de abril de 2015, mas publicado no Diário oficial às vésperas do aniversário, aprova a nova marca publicitária que ajudará a difundir essa perspectiva: Brasília é unidade, é de todos, é para todos!

O vídeo acima e o texto institucional trazem argumentos que reforçam a ideia. Esses vão desde a visão da cidade como uma metrópole, que, portanto, engloba todo o conjunto circundante, até a fundamental importância dos que construíram e constroem cotidianamente a cidade com sua força de trabalho, e que merecem se sentir pertencentes morando em quaiquer regiões administrativas que não, o Plano Piloto.

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“Brasília não pode ser reconhecida apenas pelas suas Asas” (… ) “Se me perguntarem, você é de Santa Maria, de Ceilândia ou do Plano eu digo, sou de Brasília, sou um cidadão brasiliense”, afirmam as vozes dos entrevistados. Nos orgulha saber que foram exatamente esses os argumentos que nos fizeram escolher de forma coletiva, em 2012,  Movimento Nossa Brasília para nomear a iniciativa de ONGs, empresas, cidadãos e cidadãs  que sonham com um DF Justo, sustentável e bom para se viver. O senso de identidade é, sem dúvida, um passo importante, que deve estar refletido também nas ações, políticas e planos do governo e da sociedade civil organizada.

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Fórum Lixo e Cidadania reune-se no INESC

Cidadãos representantes do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, SLU, Gestores Ambientais, membros da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES/DF, Analistas de Políticas Públicas, Empresários e ativistas da Articulação dos Grupos de Agricultura Urbana do DF – AGAU  estiveram reunidos no INESC, de 19h a 21h30 do dia 19/03,  para o encontro quinzenal do Fórum Lixo e Cidadania.

14705_526760307462709_848328005164700364_nNo encontro os participantes debateram sobre a falta de alinhamento da Política Distrital de Resíduos Sólidos com a Política de cobrança e a integração dessas com as políticas sociais.

Segundo a Diretora Geral do SLU e da ABES/DF, Kátia Campos, é necessário regularizar a cobrança dos serviços prestados aos grandes geradores de lixo no DF. “O SLU destacou que o Decreto 2.668 de 1974, já define que o Serviço de Limpeza Urbana não tem que coletar volumes acima de 100 litros ou 30 quilos e que uma instrução normativa e/ou uma regulamentação da Agência Reguladora de Águas,Energia e Saneamento Básico do DF – ADASA – poderão ser suficientes para responsabilizar esses grandes geradores e não a população.

Os participantes discutiram sobre a necessidade de implantação dos PEVs – Pontos de Entregas Voluntárias e a importância de campanhas educativas para que a população aprenda onde e como descartar adequadamente o lixo. Os representantes da AGAU destacaram a experiência em regiões administrativas como São Sebastião e Águas Claras, onde pontos que eram usados para lixões e entulhos foram transformados em hortas comunitárias, parques e espaços de lazer.

Também lembraram que não há regulamentação para agricultura urbana e estão dialogando com a Secretaria de Meio Ambiente, porém buscam gestão compartilhada, para garantir o caráter e iniciativa comunitária, com horizontalidade, sem imposição governamental. A  reunião do Fórum Lixo e Cidadania acontece quinzenalmente no INESC e é divulgada na página do Movimento Nossa Brasília.

Fonte: Boletim ABES, volume 1, edição 1 – texto editado por ASCOM Nossa Brasília

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Organizações sociais de cidades buscam novos caminhos de incidência e participação

Representantes da Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis dialogam sobre desafios, dilemas e avanços das organizações sociais

11113635_535239639948109_154611974745764033_nMaria do Socorro Mendonça (Nossa Ilhéus), Renata Florentino (Nossa Brasília), Vanessa Duarte (Nossa BH)  e Daniela Castro (Atletas pelo Brasil) apresentaram, sob a mediação de Maurício Broinizi (Rede Nossa São Paulo), dilemas, desafios e avanços dos movimentos sociais e redes de cidades na relação com o Estado. A mesa aconteceu durante a Conferência Internacional Cidades Sustentáveis, no dia 08/04, em Brasília, pela manhã.

A ativista pela Mobilidade Urbana Sustentável do Nossa Brasília, Renata Florentino, apontou alguns dos dilemas locais na relação sociedade e Estado. Além de ter que superar a situação muito específica de ser uma cidade vista quase exclusivamente como o centro do poder nacional, fato que desvia a atenção da população da política distrital, a sociedade organizada de Brasília sofre com as tentativas de cooptação do movimentos sociais pelo governo. Assim, o papel de controle social do estado fica, muitas vezes, fragilizado e abafado pela parcerias entre organizações sociais e entes governamentais. Outro risco decorrente da mistura de papeis, disse Renata, ocorre quando a sociedade assume o papel do governo no intuito de fazer algum projeto ou política dar certo – situação a qual definiu como voluntarismo.

Maria do Socorro Mendonça trouxe sua perspectiva de ativista em uma cidade do nordeste, Ilhéus, e da relação do Nossa Ilhéus com o governo local. Elencou questões desafiadoras, como o persistente coronelismo, mas ressaltou iniciativas que focam em soluções plausíveis, dentre elas, o monitoramento social por meio do programa “De Olho na Câmara”. “Nosso papel é dar um basta nos atravessadores de cidadania”, disse a representante, “Em Ilhéus estamos fermentando e fomentando a cidadania”.

Castro, representante da Atletas do Brasil, era a única componente da mesa que não integrava formalmente a Rede Social de Cidades, apesar da parceria com a Rede Nossa São Paulo no tema Esportes. Seu relato ilustrou o esforço da organização em fazer advocacy utilizando a influência pública de atletas para a transformação social pela incidência política, como no caso da Lei do Aprendiz. Apontou a importância do esporte, para muito além de uma paixão nacional, como um tema transversal às áreas de saúde, mobilidade e educação, por exemplo. Como dilemas, suscitou a falta de conhecimento da sociedade civil em relação ao funcionamento do governo, seus processos e instituições, a cultura incipiente de planejamento e o desafio da continuidade dos projetos.

No caso do Nossa BH, Wanessa relatou um dilema sério: a incoerência entre premiações internacionais e a realidade da sustentabilidade local. “Somos referência interncional, mas a população não vê nada daquilo. Muitas vezes ganhamos um prêmio por um plano ou projeto que, depois de aclamado, não irá para frente. E, ao cobrar melhorias, ainda escutamos – “Como vocês estão reclamando se o mundo todo está aplaudindo Belo Horizonte?””. Por outro lado, em Belo Horizonte há, sim, melhorias e avanços. Wanessa relatou iniciativas bem sucedidas como o Observatório da Mobilidade Urbana, um trabalho que abriu canal de diálogo consolidado com o governo e possibilita a incidência do movimento em projetos e políticas relativas ao tema.

Renata Florentino apontou em sua fala a necessidade de caminhos inovadores de transformação e participação política. Um deles, defendeu, consiste no uso de intervenções urbanas, como a “vaga viva”, realizada algumas vezes pelo Movimento Nossa Brasília em parceria com ONGs locais. Outro caminho que merece ser melhor explorado é a transparência das informações públicas, já regulamentada por lei. Por fim, Florentino levantou a necessidade de articulação das estratégias supracitadas à uma atuação  com o Poder Judiciário e o Ministério Público, instâncias fundamentais no caminho de luta por cidades justas, democráticas e sustentáveis.

O mediador, Maurício Broinizi, da Rede Nossa São Paulo, apontou os muitos dilemas e desafios como parte de uma “crise de representação”, de um momento em que buscamos novos caminhos, mesmo antes da consolidação dos antigos espaços de participação. Afirmou a importância de avançarmos rumo ao futuro da participação, com criação e uso de novas ferramentas, redes e plataformas, mas sem esquecer das conquistas históricas e da ainda atual necessidade de fortalecer e consolidar os ainda frágeis canais democráticos existentes.

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Pintar para compartilhar: mutirão colore bicis e vida na Estrutural

Dia 29/03, das 08 às 18h, na Estrutural: foi um domingo produtivo, com música, conversa e trabalho suado. Ao final do dia, mãos cansadas, sorrisos nos rostos, pois um grande passo foi dado. O suor veio de lixar, pintar e adesivar 26 bicis: passos concretos para o sistema de bicicletas compartilhadas do Coletivo da Cidade deixar de ser sonho. A vida de mães e jovens vai ficar um pouco diferente com as “vermelhinhas” circulando pela cidade, facilitando a locomoção e também divulgando: use a bicicleta, mais e mais.

DSC_0187 copyO mutirão de padronização das bikes foi promovido pelo Coletivo da Cidade, a ONG Rodas da Paz e o GT de Mobilidade Urbana do Movimento Nossa Brasília. O formato de uso das magrelas será decidido por consenso, numa roda de conversa com as usuárias: mães dos jovens que participam do Observatório da Criança e do Adolescente (OCA).

Francisco Edson Rocha, mais conhecido como Johny Bike, não dormiu, foi do trabalho noturno direto para o Coletivo. Comerciante local, ofertou equipamentos de sua oficina, sua força de trabalho e disposição. Tudo fruto da vontade de ver gente se beneficiando do uso das “vermelhinhas”. “Aqui é uma comunidade de classe baixa e a bicicleta não é um lazer, mas um meio de transporte, facilita a vida demais. Tem gente que não tem condições de comprar um bike e essas aqui vão ajudar muito”.

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E não é só uma questão de mobilidade sustentável… “Essa iniciativa mistura o debate sobre o uso da bicicleta com a questão da autonomia de gênero. As mães, que já usam a bicicleta para levar o filho à escola ou para ir à feira, terão mais um apoio com o sistema de compartilhamento de bicicletas. A ideia é que mais e mais mulheres tenham acesso à bicicleta para circular com autonomia”, disse Josi Paz, da Rodas da Paz.

“O transporte mais utilizado na cidade já é a bicicleta. As mães já usam o tempo todo”, conta Jaqueline Souza, educadora do Coletivo e moradora da Estrutural. Mas com o sistema de compartilhamento, Jaque acredita que algumas coisas podem mudar. “Mais mulheres podem ser estimuladas a usar a bike e, se uma fala para vizinha do sistema coletivo e a convida a usar, isso segue no boca a boca… Então a gente vai criando uma rede”. Muda a noção de que a “bike é minha” para a percepção de que “é minha, mas é também da minha companheira e pode ser de outras pessoas”, preconiza a educadora.

Mas qual o passo a passo para um sistema de bicicletas compartilhadas acontecer? O primeiro foi arrecadar as bicis, trabalho feito pela Rodas da Paz. O segundo foi o próprio mutirão. E, de agora para frente, Josi Paz explica o que acontecerá: “Para fazer o sistema de bicicletas funcionar a primeira etapa é divulgar a ideia e fazer com que os tempos de empréstimo tenham muito a ver com a realidade das pessoas. A gente vai construir uma política de uso, para que as bicicletas fiquem disponíveis para mais gente”. Se você se interessa em participar desse diálogo, fique atento ao convite para a roda de conversa!

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Mão na tinta por bicicletas compartilhadas

GT de Mobilidade, Coletivo da Cidade e Rodas da Paz promovem mutirão

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Neste domingo, 29/03, faça chuva ou sol, tem encontro marcado no Coletivo da Cidade, na Estrutural, das 08 às 18 horas. É o mutirão para pintura e padronização das bicicletas que terão uso compartilhado por moradores locais, com ênfase para as mães, que levam e buscam crianças e jovens das atividades do Projeto OCA.

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Um adesivo super charmoso foi criado para identificar as bicis e diz: BIKES COLETIVAS – uma bicicleta a mais. O GT mobilidade do Movimento Nossa Brasília, a ONG Rodas da Paz e o Coletivo da Cidade organizam o mutirão para promover o uso da bicicleta, exaltando  a sustentabilidade do meio de transporte e a cultura de respeito ao ciclista. As bicicletas foram doadas pela Rodas da Paz na ocasião da Vaga Viva, realizada nas proximidades da Feira da Estrutural, em Janeiro de 2015.

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